Palestra indica que área falimentar está carente de profissional qualificado
O CRC-GO realizou no último dia 29 de maio palestra sobre Administração Judicial em Falências e Recuperação de Empresas para Contadores, com o advogado falimentar Marco Túlio Alves, presidente da Comissão de Direito Empresarial da OAB-GO. O evento reuniu mais de 50 profissionais ávidos por informações e conhecimento na área. Após a apresentação, inúmeras foram as dúvidas e questionamentos do público presente, que tornou o momento interativo e rico em troca de experiências.
Desde que entrou em vigor, em 2005, a Lei 11.101 trouxe uma importante inovação ao cenário falimentar brasileiro. Trata-se da possibilidade do uso da Recuperação Judicial para auxiliar empresas em dificuldades financeiras.
A lei tem o objetivo de salvar a empresa que está em dificuldades financeiras, permitindo parcelamentos, perdões e se usado no momento oportuno pode evitar a falência. Visa ainda viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor.
“Peça fundamental para a sobrevivência e crescimento de uma empresa, o contador tem assumido a cada dia maior responsabilidade em suas atividades. Por essa razão, é preciso reconhecer a importância deste profissional para o crescimento do País”, discursou o presidente do CRC-GO, Elione Cipriano. De acordo com ele, restabelecer a saúde financeira da empresa a fim de garantir a integridade e sustentabilidade dos negócios perante o mercado suportado pelas pressões diárias da administração não é tarefa fácil, porém não se enquadra como uma missão impossível.
Segundo Marco Túlio, a ideia do evento surgiu graças a uma parceria entre a Comissão de Direito Empresarial da OAB-GO e o CRC-GO, firmada em março, ocasião em que foi apresentado o considerável déficit, em Goiás, de profissionais qualificados para exercer a função de administrador judicial, “a ponto que juízes estão nomeando profissionais de outros Estados”. O CRC-GO foi o primeiro órgão classista a trabalhar nesta parceria, que se estende, em seguida, entre economistas e administradores. De acordo com ele, a função, que pode ser exercida por advogados, contadores, economistas e administradores, é de livre nomeação pelos juízes que presidem os casos de falência e recuperação. Mas estes profissionais só podem atuar como administradores judiciais, desde que estejam habilitados para tal função. Marco Túlio apontou que, dos 30 mil advogados atuantes no Estado, apenas uma dezena atua com excelência profissional na área. “Pretendemos mudar o cenário. Queremos evitar que profissionais de outros estados recebam essa nomeação e os honorários goianos”, disse.
Fonte: Assessoria de Imprensa CRC-GO, 30/05/2014

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