Em Caldas Novas, Imposto de Renda Solidário pode ampliar apoio a quem mais precisa
Município destinou mais de R$ 616 mil em 2026 e tem potencial para alcançar R$ 4,9 milhões em recursos voltados a fundos sociais
Caldas Novas, reconhecida nacionalmente pelas águas termais, pela rede de serviços e pela movimentação econômica que impulsiona diferentes setores do município, também reúne uma importante oportunidade de fortalecimento social por meio do Imposto de Renda Solidário. Em 2026, os contribuintes destinaram R$ 616.565,06 aos fundos sociais, valor que representa participação efetiva da população e abre caminho para que esse movimento cresça nos próximos anos.
O potencial estimado de destinação do município é de R$ 4.932.818,24. Isso significa que Caldas Novas já direcionou cerca de 12,5% da sua capacidade, mas ainda pode ampliar de forma significativa os recursos destinados a projetos que atendem crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com 106.820 habitantes e uma economia formada por hotelaria, comércio, gastronomia, serviços, lazer, empreendedorismo e atividades ligadas ao atendimento de moradores e visitantes, o município possui uma dinâmica que favorece a mobilização social. Para o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), o desafio é transformar essa força econômica em mais participação cidadã.
Para o presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro, Caldas Novas tem condições de avançar ainda mais na destinação, especialmente com o apoio dos profissionais da contabilidade “Caldas Novas é uma cidade forte, movimentada e com grande capacidade de participação. A destinação do Imposto de Renda é uma oportunidade concreta de fazer com que parte desses recursos permaneça no município e chegue a projetos sociais que fazem a diferença na vida das pessoas. O profissional da contabilidade tem papel essencial nesse processo, porque orienta, esclarece e mostra ao contribuinte que essa escolha não gera custo adicional”, afirma.
Da declaração ao impacto social
A destinação do Imposto de Renda é um mecanismo simples, mas que ainda precisa ser mais conhecido pela população. Durante o preenchimento da declaração, muitos contribuintes deixam de participar por não saberem que podem direcionar parte do imposto devido para fundos sociais, sem pagar mais por isso.
A conselheira do CRCGO Priscilla Bandeira, que reside em Caldas Novas, destaca que o município possui uma rede social que pode ser fortalecida com a ampliação da destinação. “Quando falamos em destinação, falamos de recursos que podem apoiar projetos reais, próximos da comunidade e voltados a pessoas que precisam desse atendimento. Caldas Novas tem potencial para ampliar muito essa participação. Cada contribuinte orientado corretamente pode ajudar a fortalecer ações voltadas a crianças, adolescentes, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade”, afirma Priscilla.
Segundo a conselheira, o profissional da contabilidade é um dos principais agentes para aproximar o contribuinte desse mecanismo. “Muitas pessoas só não destinam porque desconhecem o processo. É nesse ponto que o profissional da contabilidade faz a diferença. Ele está ao lado do cliente no momento da declaração, pode explicar o passo a passo, demonstrar que não há aumento de imposto e apresentar a destinação como uma forma segura de contribuir com o município”, ressalta.
Neste ano, o CRCGO intensificou as ações de conscientização em parceria com a Receita Federal do Brasil, o Ministério Público de Goiás e entidades representativas. A proposta é ampliar o conhecimento da sociedade sobre a destinação e incentivar que cada vez mais contribuintes façam essa escolha.
Uma escolha que fica no município
Durante o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física, o contribuinte que utiliza as deduções legais pode destinar até 6% do imposto devido diretamente no programa da Receita Federal, sendo até 3% para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e até 3% para o Fundo da Pessoa Idosa.
O valor destinado é abatido do imposto a pagar ou acrescentado à restituição. Na prática, o contribuinte apenas escolhe que uma parte do imposto seja direcionada a fundos sociais, fortalecendo projetos aprovados e fiscalizados pelos conselhos responsáveis.
Empresas tributadas pelo Lucro Real também podem participar durante o ano-calendário, destinando até 1% do imposto devido para cada fundo. A participação empresarial amplia a capacidade de financiamento das ações sociais e contribui para fortalecer iniciativas desenvolvidas no próprio município.
Para Marcelo Cordeiro, o crescimento da destinação depende de informação contínua e do envolvimento conjunto entre profissionais da contabilidade, contribuintes, empresas e instituições locais. “Quanto mais pessoas compreenderem como funciona a destinação, maior será o impacto social em Caldas Novas. O município tem potencial, tem profissionais preparados e tem projetos que podem ser fortalecidos. O objetivo é fazer com que essa informação chegue a mais contribuintes e que a destinação se torne uma prática cada vez mais comum”, conclui.
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Comunicação CRCGO, Vitor Carvalho.
