Anápolis amplia em 22,6% destinação do Imposto de Renda Solidário e ocupa 3º lugar em Goiás
Anápolis amplia em 22,6% destinação do Imposto de Renda Solidário e ocupa 3º lugar em Goiás
Contribuintes do município direcionaram R$ 1,27 milhão aos fundos sociais em 2026; resultado representa crescimento acumulado de 170,84% desde que o CRCGO intensificou as ações sobre o tema
Anápolis ocupa a terceira posição entre os municípios goianos que mais destinaram recursos por meio do Imposto de Renda Solidário em 2026. Neste ano, os contribuintes anapolinos direcionaram R$ 1.279.111,86 aos fundos sociais, crescimento de 22,64% em comparação com 2025, quando foram destinados R$ 1.042.946,97.
O avanço representa um acréscimo de R$ 236.164,89 em apenas um ano e reforça a participação crescente da população na destinação de parte do imposto devido para projetos voltados a crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) vem trabalhando ativamente a pauta do Imposto de Renda Solidário. O volume destinado pelos contribuintes de Anápolis nos últimos anos cresceu 170,84%.
Para o presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro, a evolução mostra que as ações de orientação e conscientização têm produzido resultados, mas precisam alcançar um número ainda maior de contribuintes. “Anápolis vem apresentando um crescimento muito importante e ocupa uma posição de destaque no Estado. Entretanto, quando comparamos o valor destinado com o potencial de mais de R$ 31 milhões, percebemos que ainda há muito espaço para avançar. A informação correta é essencial para que o contribuinte compreenda que pode ajudar projetos sociais da própria cidade sem pagar nada a mais por isso”, afirma.
Com 420.300 habitantes e potencial estimado de destinação de R$ 31.518.663,23, Anápolis reúne condições para ampliar ainda mais sua contribuição aos fundos sociais nos próximos anos. O objetivo é que um número cada vez maior de contribuintes conheça o mecanismo e faça a opção por manter parte desses recursos no próprio município.
Crescimento da conscientização
O conselheiro suplente do CRCGO Anderson Carlos da Silva, que reside em Anápolis, avalia que a terceira posição no ranking estadual demonstra um avanço na conscientização dos contribuintes e no envolvimento dos profissionais da contabilidade do município. “Estar entre os três municípios que mais destinam em Goiás é um resultado que merece ser reconhecido. Anápolis avançou de forma expressiva nos últimos anos, mas ainda pode transformar uma parcela muito maior do seu potencial em atendimento social. O trabalho do contador, é mostrar ao contribuinte que o recurso pode permanecer na cidade e beneficiar diretamente a comunidade anapolina”, destaca Anderson.
A conselheira suplente do CRCGO Silvanete Bárbara de Oliveira também ressalta o papel estratégico do profissional da contabilidade na orientação durante o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda. “O profissional da contabilidade está próximo do contribuinte e tem a oportunidade de explicar, com segurança, como a destinação deve ser realizada. Muitas pessoas ainda deixam de participar porque acreditam que terão de pagar um valor adicional, o que não acontece. Quanto mais informação levarmos à população, maiores serão as possibilidades de ampliar os recursos destinados aos fundos sociais de Anápolis”, afirma Silvanete.
Neste ano, o CRCGO intensificou as ações de conscientização em parceria com a Receita Federal do Brasil, o Ministério Público de Goiás e entidades representativas, buscando ampliar o conhecimento da sociedade sobre o mecanismo de destinação previsto na legislação.
Recursos que permanecem no município
Durante o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física, o contribuinte que utiliza as deduções legais pode destinar até 6% do imposto devido diretamente pelo programa da Receita Federal, sendo até 3% para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e até 3% para o Fundo da Pessoa Idosa.
A destinação não representa custo adicional. O valor é abatido do imposto a pagar ou acrescentado à restituição do contribuinte, permitindo que parte do recurso que seria recolhido permaneça no município e financie projetos aprovados e fiscalizados pelos respectivos conselhos.
Empresas tributadas pelo Lucro Real também podem participar durante o ano-calendário, destinando até 1% do imposto devido para cada um dos fundos.
Segundo Marcelo Cordeiro, a evolução registrada por Anápolis comprova que o trabalho contínuo de educação fiscal pode produzir resultados concretos. “Os números apontados demonstram que conscientização faz a diferença. O desafio agora é ampliar esse movimento, envolvendo contribuintes, empresas, profissionais da contabilidade e instituições locais para que Anápolis aproveite melhor sua capacidade de destinação e fortaleça cada vez mais os projetos que atendem sua população”, conclui.
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Comunicação CRCGO, Vitor Carvalho.
