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Promovido pelo Instituto de Pós-Graduação, CRCGO apoia e sedia evento sobre a Reforma Tributária e reforça protagonismo da classe contábil

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Promovido pelo Instituto de Pós-Graduação, CRCGO apoia e sedia evento sobre a Reforma Tributária e reforça protagonismo da classe contábil

O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) sediou, nesta quinta-feira (16/04), em seu auditório, o evento “Os Impactos da Nova Reforma Tributária”, promovido pelo Instituto de Pós-Graduação (Ipog), com o apoio da entidade. A iniciativa reuniu profissionais, especialistas e autoridades da área contábil para debater as mudanças trazidas pela Emenda Constitucional nº 132/2023, considerada a maior reformulação do sistema tributário brasileiro desde 1988.

A abertura institucional contou com a participação da vice-presidente de Administração e Planejamento do CRCGO, Sucena Hummel, que destacou o papel estratégico do profissional da contabilidade diante do novo cenário. “O contador passa a ocupar uma posição ainda mais protagonista, sendo peça fundamental na interpretação e aplicação das novas regras, além de orientar empresas e a sociedade nesse processo de transição”, afirmou.

Na sequência, o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CRCGO, Henrique Ricardo Batista, ressaltou a importância da qualificação contínua. “A participação da classe contábil em eventos como este é essencial para garantir atualização técnica e segurança na atuação profissional, especialmente em um momento de mudanças tão significativas”, pontuou.

Representando o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o vice-presidente de Administração, Weberth Fernandes, reforçou o compromisso institucional com a categoria. “O Sistema CFC/CRCs está de portas abertas para apoiar os profissionais em todo o país, oferecendo suporte e orientação neste processo de adaptação às novas normas”, destacou.

Programação técnica

A programação técnica reuniu especialistas que abordaram os principais impactos práticos da reforma tributária. A abertura foi conduzida por Lucas Morais, presidente do Conselho Tributário Fiscal de Goiânia, que apresentou os desafios relacionados à tributação de bens imóveis, um dos pontos mais sensíveis da proposta.

Na sequência, Marcos Lima tratou dos aspectos operacionais da transição, destacando as mudanças práticas e os caminhos para adaptação ao novo cenário. Encerrando a programação da manhã, a advogada tributarista Luzimar Morais analisou os impactos da reforma sobre holdings, com ênfase nas alterações na tributação de dividendos e na estrutura patrimonial.

No início da tarde, Lucas Morais retornou ao palco ao lado de João Arlindo, auditor fiscal do Estado de Goiás, para o painel “CGIBS na Prática”. A discussão trouxe orientações e reflexões sobre o Comitê Gestor do IBS (CGIBS), responsável por coordenar a aplicação do novo modelo. O tema também aprofundou questões já apresentadas na abertura, ampliando o debate sobre a governança do sistema.

Dando continuidade à programação, Rondinelly Coelho, presidente do CRC-CE, apresentou o “Guia de Sobrevivência da Reforma Tributária”, com foco nos desafios enfrentados pelos profissionais diante das novas regras. Em seguida, Mônica Porto, vice-presidente do CRC-ES, abordou o uso da inteligência artificial nas rotinas fiscais e contábeis, destacando tendências e oportunidades.

Na reta final, Marcos Lima retomou o tema da transição tributária, detalhando pontos operacionais do novo modelo. O encerramento do ciclo de palestras ficou por conta de Fellipe Guerra, contador e advogado tributarista, que discutiu as controvérsias jurídicas já identificadas na aplicação das novas normas.

A reforma prevê a unificação de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS em dois impostos sobre valor agregado: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Embora a cobrança efetiva esteja prevista para 2027, o período de transição se estende até 2033, exigindo preparação desde já por parte dos profissionais.

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Comunicação CRCGO, Kamilla Lemes

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