Vírus altera código de barras de boletos para desviar dinheiro de pagamentos ainda faz vítimas

Atenção contabilista, fique atento!

Há mais de um ano, um vírus está colocando em grande risco todos aqueles que têm o hábito de realizar pagamentos por boleto via internet. A ameaça, identificada em abril do ano passado altera os boletos para desviar o dinheiro do pagamento.

Conhecido como malware, o vírus age quando um internauta que está infectado visualiza um boleto no navegador, e antes que este seja exibido, ele captura o número de código de barras que consta na linha digitável e o altera, mas mantendo o valor e a data, para evitar suspeitas. Ao realizar o pagamento com os números trocados, o usuário envia o dinheiro para uma conta à qual os golpistas terão acesso, em vez de enviar à conta do credor real.

Preocupado com o “golpe do boleto”, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRC-GO) faz um alerta aos contabilistas para que toda vez que emitir o boleto via internet fique atento ao código de barra inicial emitido pelo Conselho, que deve iniciar sempre com o número “104” e o crédito feito na Caixa Econômica Federal.

Como se precaver – A principal dica para se precaver contra esse tipo de ataque é prestar atenção no código de barras, pois os vazios podem ser percebidos facilmente. As linhas digitáveis atribuídas aos boletos após a alteração são sempre parecidas e a logomarca do banco nem sempre bate com o número.

Abaixo (figura 1), você pode ver um boleto aleatório divulgado pela Caixa, com o formato correto que os documentos devem ter. Em seguida (figura 2), um boleto alterado pelo malware.

Figura 1

Figura 2

Embora o exemplo mostrado acima seja da Caixa, o vírus pode atacar boletos de quaisquer bancos. As linhas digitáveis fraudulentas remetem às contas do Santander.

O site dá dicas de como perceber se você foi infectado:

- As linhas digitáveis dos boletos serão sempre parecidas;

- O código de barras terá um “buraco” branco e será inválido;

- O logo do banco não será sempre idêntico ao número do banco presente na linha digitável.

O Linha Defensiva destaca que o vírus desativa os softwares de segurança dos bancos e se ativa para iniciar juntamente do computador. Por isso, a sugestão é verificar quais softwares estão ativos no seu computador. Para tanto, bastar ativar o gerenciador de tarefas (alt+ctr+Del) e ver a lista de “processos”. Caso encontre algum aplicativo desconhecido em funcionamento, procure se informar e evite fazer transações bancárias.

O vírus também rouba senhas de e-mails e redes sociais. O objetivo, segundo destaca o Linha Defensiva, provavelmente, é disseminá-lo.

Veja também matéria publicada nesta quarta-feira (3), em O Popular:

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